quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Processo legal, mas contrario a democracia

O mesmo articulador político que conseguiu tirar Otaviano Pivetta da beira da praia em Santa Catarina para voltar à política luverdense está agora articulando uma nova reestreia.
O cara é articulado e muito inteligente, teve até momentos de glória logo no início do mandato em 2012, mas o cargo que lhe convenceram a aceitar não era sua praia. Bom argumentador e dono de uma inteligência maquiavelística, agora está em mais um projeto audacioso.
Sabem qual é esse projeto? Trazer Marino Franz para a disputa em 2016. Isso mesmo, esse articulador que ainda não vou citar o nome, está agora trabalhando neste projeto. Mas pensem bem, Marino está hoje no PSDB, Pedro Taques foi para o PSDB, e o PSDB parece ter reconquistado a moral com os agricultores. Do outro lado, ou seja, na oposição, o ex-prefeito de Lucas Paulo Nunes incentiva Rogério Ferrarin a voltar ao cenário. Rogério, vem de duas derrotas tristes nas últimas eleições. Além de perder por poucos votos, teve uma conversa gravada onde ele possivelmente armava alguma tramoia com o juiz eleitoral da época. Os dois caíram do cavalo, e a eleição que estava ganha foi-se ralo abaixo. Aí eu pergunto? Onde anda Jaci Piccini e Otaviano? Será que os grupos vão se subdividir? Espero que na última hora não haja consensos e lancem chapa única, até porque será difícil encontrar um “boi de piranha” como o advogado Vasconcelos, pois este hoje se arrepende amargamente de ter disputado as eleições em 2008.
Paulo Nunes está encontrando um lugar ao sol. Bem empregado no Tribunal de Contas do Estado está bastante interessado nos rumos do processo em Lucas, pois acredita ter chances de ser chamado para compor uma chapa majoritária. Caso isso não ocorra, ou a proposta não seja a contento pode disputar uma cadeira no legislativo e tem chances reais de se eleger. Mas o que tudo indica é que Rogério deva aceitar ser vice de Marino Franz, pois dizem as más-línguas que demorou, mas ele aprendeu a lição.(quem conhece a história política de Lucas sabe do que estou falando) Os exemplos são muitos, Osvaldo Martinello e Vilmar Scherer do passado e agora recente a família Valcanaia, tem também alguns outros do segundo escalão que não convêm lembrar os nomes.
Quando o assunto é política em Lucas do Rio Verde me dá até medo, pois só vejo articulação de milionários. Quando é que esses políticos de Lucas vão sair do discurso e ir para a prática? Dar oportunidade a pessoas que são menos abastadas, mas que tem capacidade intelectual para gerir a cidade?
Desde 2008 quando estava como Assessor de Marino Franz já incentivava a procura de pessoas com menos poder aquisitivo, mas com comprometimento para ajudar a administrar Lucas. O ciclo político quando é sempre monopolizado, um dia corre o risco de ser quebrado e ai podem aparecer os “Sassas Mutemas” sendo manipulados por pessoas mal intencionadas e sem compromisso público. Vejam Sinop, até 1999 era governada por um sistema de monopólio da burguesia. De uma hora para a outra esse processo é quebrado e se elege um pintor de parede e na sequência um radialista. Diga-se de passagem, um não fez muito e ainda se tornou burguês, o outro está fazendo menos ainda e também virou burguês. E sabem de quem é a culpa? De quem os patrocina!

O processo está só começando, vamos esperar para ver quem se encoraja. Mas antes de encerrar esse artigo quero deixar uma pergunta: E o Miguel Vaz, vai ou não vai, hein Otaviano?  

Um comentário:

  1. Pano A ou plano B? Não conhece o Giroto Edegar? Não dá ponto sem nó. Esse tipo de convite faz parte do grande plano que não é A nem B, é o plano principal. Quando pensamos que ele esta indo com a farinha, na verdade já está voltando com o fubá pronto.

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