O mesmo articulador
político que conseguiu tirar Otaviano Pivetta da beira da praia em
Santa Catarina para voltar à política luverdense está agora
articulando uma nova reestreia.
O cara é articulado
e muito inteligente, teve até momentos de glória logo no início do
mandato em 2012, mas o cargo que lhe convenceram a aceitar não era
sua praia. Bom argumentador e dono de uma inteligência
maquiavelística, agora está em mais um projeto audacioso.
Sabem qual é esse
projeto? Trazer Marino Franz para a disputa em 2016. Isso mesmo, esse
articulador que ainda não vou citar o nome, está agora trabalhando
neste projeto. Mas pensem bem, Marino está hoje no PSDB, Pedro
Taques foi para o PSDB, e o PSDB parece ter reconquistado a moral com
os agricultores. Do outro lado, ou seja, na oposição, o ex-prefeito
de Lucas Paulo Nunes incentiva Rogério Ferrarin a voltar ao cenário.
Rogério, vem de duas derrotas tristes nas últimas eleições. Além
de perder por poucos votos, teve uma conversa gravada onde ele
possivelmente armava alguma tramoia com o juiz eleitoral da época.
Os dois caíram do cavalo, e a eleição que estava ganha foi-se ralo
abaixo. Aí eu pergunto? Onde anda Jaci Piccini e Otaviano? Será que
os grupos vão se subdividir? Espero que na última hora não haja
consensos e lancem chapa única, até porque será difícil encontrar
um “boi de piranha” como o advogado Vasconcelos, pois este hoje
se arrepende amargamente de ter disputado as eleições em 2008.
Paulo Nunes está
encontrando um lugar ao sol. Bem empregado no Tribunal de Contas do
Estado está bastante interessado nos rumos do processo em Lucas,
pois acredita ter chances de ser chamado para compor uma chapa
majoritária. Caso isso não ocorra, ou a proposta não seja a
contento pode disputar uma cadeira no legislativo e tem chances reais
de se eleger. Mas o que tudo indica é que Rogério deva aceitar ser
vice de Marino Franz, pois dizem as más-línguas que demorou, mas
ele aprendeu a lição.(quem conhece a história política de Lucas
sabe do que estou falando) Os exemplos são muitos, Osvaldo
Martinello e Vilmar Scherer do passado e agora recente a família
Valcanaia, tem também alguns outros do segundo escalão que não
convêm lembrar os nomes.
Quando o assunto é
política em Lucas do Rio Verde me dá até medo, pois só vejo
articulação de milionários. Quando é que esses políticos de
Lucas vão sair do discurso e ir para a prática? Dar oportunidade a
pessoas que são menos abastadas, mas que tem capacidade intelectual
para gerir a cidade?
Desde 2008 quando
estava como Assessor de Marino Franz já incentivava a procura de
pessoas com menos poder aquisitivo, mas com comprometimento para
ajudar a administrar Lucas. O ciclo político quando é sempre
monopolizado, um dia corre o risco de ser quebrado e ai podem
aparecer os “Sassas Mutemas” sendo manipulados por pessoas mal
intencionadas e sem compromisso público. Vejam Sinop, até 1999 era
governada por um sistema de monopólio da burguesia. De uma hora para
a outra esse processo é quebrado e se elege um pintor de parede e na
sequência um radialista. Diga-se de passagem, um não fez muito e
ainda se tornou burguês, o outro está fazendo menos ainda e também
virou burguês. E sabem de quem é a culpa? De quem os patrocina!
O processo está só
começando, vamos esperar para ver quem se encoraja. Mas antes de
encerrar esse artigo quero deixar uma pergunta: E o Miguel Vaz, vai
ou não vai, hein Otaviano?

Pano A ou plano B? Não conhece o Giroto Edegar? Não dá ponto sem nó. Esse tipo de convite faz parte do grande plano que não é A nem B, é o plano principal. Quando pensamos que ele esta indo com a farinha, na verdade já está voltando com o fubá pronto.
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