Essa semana uma notícia em páginas policiais de todo o país colocou Mato Grosso na crista da onda com a prisão da ex-primeira dama Roseli Barbosa. Quero deixar claro que ao iniciar o texto falando de mulheres criminosas não aplico ao caso de Roseli, pois o caso ainda está em fase investigativa pelo ministério público e ela ainda não foi condenada. Mas as pessoas são levadas pelas manchetes dos sites e jornais e muitas vezes passam a condenar antes da justiça.
Parece que o caso de Roseli é sério, e até o TJ negou habeas corpus para que a ex-primeira dama respondesse em liberdade.
O site Olhar Jurídico publicou o seguinte texto: "O desembargador Rondon Bassil Dower Filho, da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, negou habeas corpus rogado pela ex-primeira dama de Mato Grosso, Roseli Barbosa. Lúdio Cabral, candidato derrotado à prefeitura de Cuiabá e o ex-governador Silval Barbosa foram citados como figuras públicas ligadas ao objeto do processo, justificando a negativa como uma tentativa de manutenção da ordem pública.". Isso porque tanto Silval quanto Lúdio são pessoas que exercem influências e poderiam atrapalhar as investigações.
Para se ter uma ideia do jogo de influências da política vou citar um fato interessante que demonstra como a política tem suas particularidades e influências. Um ex-funcionário da Setas, que ocupava cargo de confiança quando Roseli era secretária de governo após ser exonerado ao fim do mandato de Silval, passou a ser escudado por um correligionário e admirador do ex-governador. O prefeito Valdenir de Nova Ubiratã lotou em seu gabinete o ex-funcionário de Roseli em cargo comissionado para ficar a maior parte do tempo com braços cruzados aqui na capital do estado. Ele recebe salário "quase" sem trabalhar. O trabalho que aqui ele faz de vez em quando poderia ser exercido por um assessor de deputado ligado ao prefeito. Para não dizerem que estou mentindo abaixo está um print da página do portal transparência que informa o nome do funcionário protegido e sua função. É assim que funciona na política, mesmo fora do poder as pessoas exercem influência e se beneficiam dele.


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