Apesar de o título ser um pouco
pesado, não estou aqui fazendo analogia ao nazismo nem tampouco chamando
pessoas ligadas a política brasileira de seguidores de Hitler.
Se há uma coisa que abomino é a
descriminação em todos os aspectos, seja ele, religioso, de raça, sexo ou
qualquer que seja a naturalidade, mas não posso ficar alheio às ideias da volta
da “escravidão branca”, digo branca não se referindo à cor da pele, mas sim por
ser legitimada por leis moralmente falidas que pretendem transformar a classe
trabalhista brasileira em robôs alienados e sem direitos.
Os partidos que representam e são
financiados pela burguesia brasileira estão utilizando as mais variadas
técnicas de marketing utilizadas por Hitler e seus sanguinários seguidores do
3º Richer. Estão comprando espaços na TV, no rádio e enchendo a internet de perfis
fakes só para validar a ideia de que o PL 4.330, que trata da terceirização é
bom para o trabalhador.
O que é bom? Ganhar bem menos que
vale? Não ter os mesmos direitos trabalhistas? Não poder mais reclamar seus
direitos na justiça? Getúlio Vargas, apesar de ser amigo de Adolph Hitler foi o
pai dos direitos dos trabalhadores brasileiros. Se é que ele se suicidou, creio
que o faria de novo se esse projeto for aprovado e sancionado.
Os financiadores dos partidos de
direita sempre fizeram fortunas em cima da classe trabalhadora. Foi com os
escravos na colonização, nos engenhos e plantações. Foi com os imigrantes
Italianos no trabalho forçado em fazendas de café e gado. Foi com a exploração
das mulheres nas tecelagens. Foi assim com as florestas, com os minérios e será
assim agora destruindo direitos outrora conquistados. Para esses financiadores
não importa a qualidade do político e sim seu comprometimento com suas
vontades.
A seguir publico um trecho do
texto:
“QUANDO O PASSADO LEGITIMA O
PRESENTE: A MÚSICA NO III REICH
Outra maneira de atingir
a população foi à institucionalização de datas nacionais e festivais públicos,
nos quais se realizavam cerimônias, discursos e passeatas. A mobilização dos
cidadãos implicava na repercussão popular do Partido e na identificação da
pessoa com o símbolo expresso pela ideologia nacional-socialista. As grandes
passeatas, com desfies com bandeiras, música ritmada e de melodia simples,
tinham por objetivo mostrar a grandiosidade do projeto nazista e fazer com que
cada alemão se orgulhasse de sua Pátria e de seu Führer. A teatralização do
poder estava em proporção direta com a legitimação do discurso dirigido ao
público. Porém, essa manipulação não pode ser vista como monopólio da
propaganda nazista, mas do próprio sistema repressivo, pois os indivíduos
interiorizaram os valores práticos transmitidos por esses rituais, passando a
expressá-los nas redes de socialização dirigidas a toda a sociedade civil.
Concordamos com Eric Hobsbawm quando este afirma que as práticas e os signos
utilizados, incluindo os da música, expressavam “necessidades sentidas” e “não
completamente compreendidas de todo”, ou seja, o sentimento de insegurança
latente na sociedade que, ao se deparar com algo que lhe mostra a solução do
problema, adere ao discurso, facilitando, dessa maneira, a legitimação e o
consenso de que este necessita. - por Sílvia Sônia Simões"
As técnicas hoje utilizadas são
semelhantes, pois os movimentos da classe com mais poder aquisitivo, denominada
“Marcha dos Coxinhas”, tem maior repercussão na mídia, existe até um certo
cuidado com as cores das roupas, com a imagem e até com os discursos. Quando o
assunto é classe trabalhadora temos o exemplo do Paraná, onde professores foram
massacrados por um governador facínora e sem o menor respeito com servidores
que ele como governador deveria cuidar.
Precisamos de reforma intelectual
e de valores urgente nesse país.
Exemplos de exploração têm bem aqui
próximos de nós. Anualmente muitos trabalhadores vêm de outros estados,
principalmente do Nordeste, só para trabalhar em períodos de safra. Nenhum
latifundiário emprega um trabalhado fixo, pois não quer diminuir seus lucros
abusivos.
Salve Marino Franz, um homem
visionário que há muito tenta convencer donos de grandes áreas de terras que
eles devem mudar suas visões e diversificar as propriedades gerando mais mão de
obra e mais renda para a população. Com isso só teremos a ganhar, pois se não
houver uma justa distribuição de riquezas no futuro quem tem muito dinheiro
ficará refém de seus próprios bens. De que adianta morar em um apartamento de
cinco milhões se não posso levar meus filhos na praça. De que adiantam ter 30
mil hectares se tenho que cercar para que populações famintas não invadam. Esse
é um futuro que devemos pensar. E isso deve começar hoje, pois amanhã pode ser
tarde. Agora à noite li um artigo do meu amigo Leonildo Severo, onde ele
retrata muito bem que os governantes e legisladores governam para 20% da população
que os patrocina e esquece os demais 80%. Querem um exemplo bem latente disso é
o do eletricista do Distrito Federal que foi preso por ter roubado dois quilos
de carne para comer. Os policiais ficaram com pena, mas duvido se o juiz
almofadinha que vai julgar o caso exija que o estado devolva o dinheiro da
fiança paga pelos nobres policiais que o ajudaram.
Segue o link pra quem não conhece
a história: http://noticias.r7.com/distrito-federal/policiais-se-comovem-pagam-fianca-e-compram-comida-para-pai-que-roubou-2-kg-de-carne-no-df-14052015
Hitler nos ensinou uma grande
lição, humilhar os outros, querer tudo pra si e dominar o mundo tem
consequências trágicas e leva a ruína.
*Como descendente de Judeus
Askenazi que sofreram os horrores do holocausto defendo que para mudar o
cenário da pobreza e da criminalidade um dos primeiros passos é mudarmos a visão consumista e criarmos
oportunidades para todos terem renda digna. Se após tudo isso o cidadão não
querer nada com a vida “Cadeia Neles”, como dizia o saudoso Clóvis Roberto.

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