sexta-feira, 15 de maio de 2015

3º Richer e os partidos da burguesia brasileira



Apesar de o título ser um pouco pesado, não estou aqui fazendo analogia ao nazismo nem tampouco chamando pessoas ligadas a política brasileira de seguidores de Hitler.
Se há uma coisa que abomino é a descriminação em todos os aspectos, seja ele, religioso, de raça, sexo ou qualquer que seja a naturalidade, mas não posso ficar alheio às ideias da volta da “escravidão branca”, digo branca não se referindo à cor da pele, mas sim por ser legitimada por leis moralmente falidas que pretendem transformar a classe trabalhista brasileira em robôs alienados e sem direitos.
Os partidos que representam e são financiados pela burguesia brasileira estão utilizando as mais variadas técnicas de marketing utilizadas por Hitler e seus sanguinários seguidores do 3º Richer. Estão comprando espaços na TV, no rádio e enchendo a internet de perfis fakes só para validar a ideia de que o PL 4.330, que trata da terceirização é bom para o trabalhador.
O que é bom? Ganhar bem menos que vale? Não ter os mesmos direitos trabalhistas? Não poder mais reclamar seus direitos na justiça? Getúlio Vargas, apesar de ser amigo de Adolph Hitler foi o pai dos direitos dos trabalhadores brasileiros. Se é que ele se suicidou, creio que o faria de novo se esse projeto for aprovado e sancionado.
Os financiadores dos partidos de direita sempre fizeram fortunas em cima da classe trabalhadora. Foi com os escravos na colonização, nos engenhos e plantações. Foi com os imigrantes Italianos no trabalho forçado em fazendas de café e gado. Foi com a exploração das mulheres nas tecelagens. Foi assim com as florestas, com os minérios e será assim agora destruindo direitos outrora conquistados. Para esses financiadores não importa a qualidade do político e sim seu comprometimento com suas vontades.

A seguir publico um trecho do texto:

“QUANDO O PASSADO LEGITIMA O PRESENTE: A MÚSICA NO III REICH

Outra maneira de atingir a população foi à institucionalização de datas nacionais e festivais públicos, nos quais se realizavam cerimônias, discursos e passeatas. A mobilização dos cidadãos implicava na repercussão popular do Partido e na identificação da pessoa com o símbolo expresso pela ideologia nacional-socialista. As grandes passeatas, com desfies com bandeiras, música ritmada e de melodia simples, tinham por objetivo mostrar a grandiosidade do projeto nazista e fazer com que cada alemão se orgulhasse de sua Pátria e de seu Führer. A teatralização do poder estava em proporção direta com a legitimação do discurso dirigido ao público. Porém, essa manipulação não pode ser vista como monopólio da propaganda nazista, mas do próprio sistema repressivo, pois os indivíduos interiorizaram os valores práticos transmitidos por esses rituais, passando a expressá-los nas redes de socialização dirigidas a toda a sociedade civil. Concordamos com Eric Hobsbawm quando este afirma que as práticas e os signos utilizados, incluindo os da música, expressavam “necessidades sentidas” e “não completamente compreendidas de todo”, ou seja, o sentimento de insegurança latente na sociedade que, ao se deparar com algo que lhe mostra a solução do problema, adere ao discurso, facilitando, dessa maneira, a legitimação e o consenso de que este necessita. - por Sílvia Sônia Simões"

As técnicas hoje utilizadas são semelhantes, pois os movimentos da classe com mais poder aquisitivo, denominada “Marcha dos Coxinhas”, tem maior repercussão na mídia, existe até um certo cuidado com as cores das roupas, com a imagem e até com os discursos. Quando o assunto é classe trabalhadora temos o exemplo do Paraná, onde professores foram massacrados por um governador facínora e sem o menor respeito com servidores que ele como governador deveria cuidar.
Precisamos de reforma intelectual e de valores urgente nesse país.
Exemplos de exploração têm bem aqui próximos de nós. Anualmente muitos trabalhadores vêm de outros estados, principalmente do Nordeste, só para trabalhar em períodos de safra. Nenhum latifundiário emprega um trabalhado fixo, pois não quer diminuir seus lucros abusivos.
Salve Marino Franz, um homem visionário que há muito tenta convencer donos de grandes áreas de terras que eles devem mudar suas visões e diversificar as propriedades gerando mais mão de obra e mais renda para a população. Com isso só teremos a ganhar, pois se não houver uma justa distribuição de riquezas no futuro quem tem muito dinheiro ficará refém de seus próprios bens. De que adianta morar em um apartamento de cinco milhões se não posso levar meus filhos na praça. De que adiantam ter 30 mil hectares se tenho que cercar para que populações famintas não invadam. Esse é um futuro que devemos pensar. E isso deve começar hoje, pois amanhã pode ser tarde. Agora à noite li um artigo do meu amigo Leonildo Severo, onde ele retrata muito bem que os governantes e legisladores governam para 20% da população que os patrocina e esquece os demais 80%. Querem um exemplo bem latente disso é o do eletricista do Distrito Federal que foi preso por ter roubado dois quilos de carne para comer. Os policiais ficaram com pena, mas duvido se o juiz almofadinha que vai julgar o caso exija que o estado devolva o dinheiro da fiança paga pelos nobres policiais que o ajudaram.
Hitler nos ensinou uma grande lição, humilhar os outros, querer tudo pra si e dominar o mundo tem consequências trágicas e leva a ruína.

*Como descendente de Judeus Askenazi que sofreram os horrores do holocausto defendo que para mudar o cenário da pobreza e da criminalidade um dos primeiros passos é mudarmos a visão consumista e criarmos oportunidades para todos terem renda digna. Se após tudo isso o cidadão não querer nada com a vida “Cadeia Neles”, como dizia o saudoso Clóvis Roberto.

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